Muitas mães atípicas passam tanto tempo cuidando que, aos poucos, esquecem de si mesmas.
O dia gira em torno de demandas, decisões, terapias, consultas, rotinas e preocupações constantes. E, sem perceber, a própria mãe vai ficando em segundo plano.
Cuidar da mãe não é luxo.
Não é egoísmo.
E não é algo que pode ficar sempre para depois.
Quando a mãe não encontra espaço para respirar, o corpo e a mente começam a dar sinais: cansaço extremo, irritação frequente, sensação de vazio, culpa por querer parar, dificuldade de sentir prazer nas pequenas coisas.
Muitas mulheres acreditam que precisam estar bem apenas para dar conta do outro. Mas a verdade é que ninguém sustenta tudo sozinha por muito tempo sem se esgotar.
O cuidado com a mãe começa em gestos simples, possíveis dentro da realidade de cada uma. Não se trata de grandes mudanças, mas de pequenos espaços de escuta, pausa e acolhimento. Um lugar onde ela possa falar sobre o que sente, reconhecer seus limites e se lembrar de que continua existindo para além das responsabilidades.
Ser cuidada emocionalmente permite que a mãe:
- se reconecte com quem ela é
- organize sentimentos confusos
- diminua a autocobrança
- encontre mais gentileza consigo mesma
Quando a mãe é cuidada, algo se reorganiza por dentro. Ela não deixa de enfrentar desafios, mas passa a atravessá-los com mais presença, clareza e sustentação emocional.
Cuidar de si não significa abandonar ninguém.
Significa criar condições para continuar — com mais humanidade, menos peso e mais respeito pela própria história.
Você também merece cuidado.
