A rotina de uma mãe atípica costuma ser intensa, imprevisível e cheia de demandas.
Muitas vezes, o dia começa antes do corpo estar pronto e termina quando a energia já se esgotou há horas.
Falar em estratégias não é criar uma rotina perfeita, nem adicionar mais tarefas a uma agenda já sobrecarregada. É encontrar pequenos ajustes que tornem o cotidiano mais possível e menos pesado.
O respiro, muitas vezes, não está em grandes pausas, mas em breves momentos de consciência: perceber o próprio cansaço, respeitar limites, aceitar que nem tudo dará conta de ser feito naquele dia. Isso também é cuidado.
Criar estratégias envolve observar o que funciona dentro da sua realidade. Pode ser organizar melhor horários, dividir responsabilidades quando possível, aceitar ajuda ou simplesmente permitir-se não dar conta de tudo o tempo todo.
A rotina também precisa incluir a mãe — mesmo que seja em pequenos espaços. Um momento de silêncio, um café tomado com calma, uma conversa acolhedora ou um espaço de escuta terapêutica podem fazer diferença na forma como o dia é atravessado.
Quando a rotina se torna um pouco mais respeitosa com quem você é, o peso diminui. Não porque os desafios desaparecem, mas porque existe mais sustentação emocional para lidar com eles.
Respirar também é uma estratégia.
E respeitar seus limites é um gesto de cuidado.
