Quando a vida muda e ninguém te ensina a sentir

O diagnóstico chega, e junto com ele vêm sentimentos que muitas mães não esperavam sentir.

Tristeza, culpa, medo, confusão. Às vezes, tudo ao mesmo tempo.

Existe um luto que quase nunca é nomeado: o luto pelas expectativas, pelos sonhos imaginados, pela vida que parecia seguir um caminho diferente. E muitas mães se perguntam se é “permitido” sentir isso — afinal, ainda existe amor, ainda existe cuidado, ainda existe luta.

Mas sentir dor não diminui o amor.

O luto não é ingratidão. Ele é humano.

Muitas mães atípicas tentam seguir em frente rápido demais, como se não houvesse espaço para parar e sentir. Elas se cobram força, resiliência, produtividade emocional. E, aos poucos, vão se afastando de si mesmas.

O luto não tem prazo, nem forma certa. Ele aparece em ondas, às vezes silencioso, às vezes intenso. Pode surgir no início da jornada ou muito tempo depois, quando o corpo finalmente encontra espaço para sentir.

Falar sobre isso não torna a dor maior — pelo contrário. Dar nome ao que se sente costuma trazer alívio. Quando o luto é acolhido, ele deixa de pesar tanto. Ele se transforma.

Cuidar desse processo é permitir-se sentir sem culpa, sem comparação e sem pressa. É reconhecer que a maternidade atípica também atravessa perdas invisíveis, que merecem respeito e escuta.

Aqui, quero lembrar você de algo importante:

você não precisa atravessar esse luto sozinha.

E não há nada de errado em precisar de apoio para reorganizar o que foi quebrado por dentro.

Sentir também é uma forma de cuidado.

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